Pobre Cravo de Gabiroba
Jf, 2008
Enlouqueci por ela que já foi e nunca esteve aqui.
Só passou e disse que fuma, bebe e gosta de poesia.
Deixou a ilusão no chão e evaporou.
Tão bela, tão meiga e tão pura.
E o pobre Cravo de Gabiroba ainda sonha
um dia encontrar
tua verdadeira Flor da Canela de Ema.
Deixou tudo.
Perdeu o sentido.
Foi e parou.
Para não dizer que foi sonho, o cravo acordou e viu
que os espinhos são defesas da flor.
… foi duro acordar e ver que a loucura é inocente, pura e tonta.
…porém, não tão dura e pronta, como a rocha da fria lucidez de um espinho.
Um só em um mundo, cravo só.
Onde há flores, há espinhos e ninguém é de ninguém.
Um estranho mundo em cravo
Inquieto na própria audácia
desfaleceu-se, desiludido e ansioso para reerguer-se.
Jf, 2009 at 1:44 pm
Delicado, meigo, elegante, puro, sincero, romântico.
Gostei muito!
Continue assim: romântico, carinhoso e meigo com as coisas que vc gosta.
bjs