Enlouqueci por ela que já foi e nunca esteve aqui.
Só passou e disse que fuma, bebe e gosta de poesia.

Deixou a ilusão no chão e evaporou.
Tão bela, tão meiga e tão pura.

E o pobre Cravo de Gabiroba ainda sonha
um dia encontrar
tua verdadeira Flor da Canela de Ema. 

Deixou tudo.
Perdeu o sentido.
Foi e parou.

Para não dizer que foi sonho, o cravo acordou e viu
que os espinhos são defesas da flor.

… foi duro acordar e ver que a loucura é inocente, pura e tonta.
…porém, não tão dura e pronta, como a rocha da fria lucidez de um espinho.

Um só em um mundo, cravo só.
Onde há flores, há espinhos e ninguém é de ninguém.

Um estranho mundo em cravo
Inquieto na própria audácia
desfaleceu-se, desiludido e ansioso para reerguer-se.

One Response to “Pobre Cravo de Gabiroba”

  1. beth Says:

    Delicado, meigo, elegante, puro, sincero, romântico.
    Gostei muito!
    Continue assim: romântico, carinhoso e meigo com as coisas que vc gosta.

    bjs


Leave a Reply