Arranque e arrisque
Jf, 2007
Arranque do oculto o desejo da busca, do olhar prosto e vilmente tênue.
Arrisque tua voz molhada de fantasia.
Arrisque tua solidão por esmola.
Arrisque a troca.
Arrisque dizer todas as mentiras veladas.
Arrisque o fim da regalia vulgar que sobrevive do ócio.
Arrisque pensar o bem para o bem.
Arrisque o respeito, a justiça.
Perfurado âmago que não suporta mais
a demência dos tempos mordenos
que nas surdinas da elite enaltece o fim dos tempo.
Imploro: arranque o mal da tua inteção.