
te adoro
mesmo que por dois instantes
dois encontros e nada mais
teus encantos me viram
e sorriram para mim
tão divina cândida
sorriu para mim
tâo divina ângela
bem feliz assim
para poetisa angela melim, 16 de dezembro de 2008.

te adoro
mesmo que por dois instantes
dois encontros e nada mais
teus encantos me viram
e sorriram para mim
tão divina cândida
sorriu para mim
tâo divina ângela
bem feliz assim
para poetisa angela melim, 16 de dezembro de 2008.
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Pensamentos incertos
Divagam por olhares perdidos
Em lugares distantes,
Bem distantes
Daqui.
Lá
Onde o choro
Não tem vez
E o que ela fez,
Foi demais.
Meu silêncio, canto em vão
No pranto da inocência
Que baila na escuridão
Muda embotada e feliz
Pelo tempo e pela dor
Pensamentos perdidos
Divagam por olhares incertos
Em lugares daqui distantes,
Bem distantes daqui.
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A imagem do teu sono
Ficou guardada
Pairou sobre nuvens brancas e leves
Desfez-se em dias tristes e longos
Ao amanhecer
Ela entumeceu minha alma de alegria
E entornou a essência do amor puro em nossa amizade.
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Giro o mundo na gira-roda
Viro a fundo na pira-pora
Livro os males da alma
Livre, sigo e levo apenas um livro de Neruda
E a saudade de um velho amor
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Já sei o gosto do teu suco doce e ácido
Tirei tua casca com as mãos firmes
Pálida e indefesa
Esfreguei em meus dentes tua metade
Até escorrer em meus lábios teu suco doce e ácido
Suguei todo caldo como um beijo desesperado
Chupei toda tua alma como um sedento tarado
Até grudar em meus dentes os fios dos teus gomos
Intenso e frenético
Apenas uma semente semeará a laranjeira
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Teu olhar é triste e sedutor.
Alémdo brilho e a cor, oculta a angústia.
Contemplo tua poesia, teus contos, teu querer, teus instantes e tuas angústias.
Faz-me um bem contemplar e nada mais.
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Diante de ti
Sinto-me um senhor
Tão meiga, tão macia e cheirosa como a flor.
As vezes, sinto-me um menino também.
Diante de ti, do teu volume, da tua volúpia de se fazer ser mulher.
Tão madura, tão serena.
De Julho, não sei o que será.
Muito menos sei
O que desta vida posso esperar.
Agora nem menino
E nem senhor
Apenas um instante de consolação
Uma desolada lembrança de um poeta na multidão
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Sei que no decorrer das horas
Tudo se faz e se desfaz
Pelo abismo intenso que me apavora
Pedaço de aurora, fatia-me em outrora
Ando, olho, penso e não há calma
Volto, paro e me desespero
Pelas horas que perdi,
Pelos amores que não amei,
Pelos sonhos que não vivi,
Pelas escolhas que não fiz,
E por tudo mais.
Efêmera é a vida que limita nossas horas, escolhas e amores. Viver horas, como a Efemérida, é mera semelhança, quando não se goza a vida como ela é. Efêmera.
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Vá com a mesma pressa que veio.
Não deixe rastro, lembrança ou saudade.
Cá estou diante de tudo sem anseio.
No perene lastro de uma intensa fragilidade.
Recolho os grãos e retomo a insólita virtude da poesia.
Para não abraçar a loucura e nem me perder na fantasia.
Desato os laços sombrios da incerteza e evito o trauma.
Fecho os olhos para esconder a alma, disfarçar a dor e manter a calma.
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Enlouqueci por ela que já foi e nunca esteve aqui.
Só passou e disse que fuma, bebe e gosta de poesia.
Deixou a ilusão no chão e evaporou.
Tão bela, tão meiga e tão pura.
E o pobre Cravo de Gabiroba ainda sonha
um dia encontrar
tua verdadeira Flor da Canela de Ema.
Deixou tudo.
Perdeu o sentido.
Foi e parou.
Para não dizer que foi sonho, o cravo acordou e viu
que os espinhos são defesas da flor.
… foi duro acordar e ver que a loucura é inocente, pura e tonta.
…porém, não tão dura e pronta, como a rocha da fria lucidez de um espinho.
Um só em um mundo, cravo só.
Onde há flores, há espinhos e ninguém é de ninguém.
Um estranho mundo em cravo
Inquieto na própria audácia
desfaleceu-se, desiludido e ansioso para reerguer-se.
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